domingo, 8 de março de 2009

O Dia Internacional da Luta das Mulheres


Estamos postando o texto do panfleto através do qual a Juventude Libre se posiciona sobre a questão de gênero nesse 8 de março de 2009.

O Dia Internacional da Luta das Mulheres

Neste dia 8 de março, é necessário resgatarmos a origem do Dia da Mulher. Ao contrário da versão difundida a partir da década de 60, qual afirma que sua origem se dá em homenagem às operárias mortas no incêndio que ocorrera em uma fábrica têxtil na cidade de Nova York, em 1857, o Dia da Mulher partiu pela iniciativa da revolucionária Clara Zetkin, em 1910, no II Congresso Internacional das mulheres socialistas, porém ainda sem data definida. O principal indício da fixação do dia 8 de março é a grande manifestação de proletárias russas, na qual marcou o início da Revolução de fevereiro, daí vê-se que desde sua origem, o dia 8 de março possui um forte caráter classista e revolucionário.
Hoje o capitalismo deturpa e se apropria da importância dessa data, na tentativa de desmobilizar a luta feminista, reforçando a cultura machista e do consumo. Isso é uma ofensa às mulheres que acreditam na luta pela emancipação feminina proletária não está vencida! Por isso afirmamos às mulheres: O Dia Internacional da Mulher não se trata de flores, bombons ou desconto nos salões de beleza. Ele é, pois, o DIA INTERNACIONAL DA LUTA DAS MULHERES.

- Pela descriminalização do Aborto -

No ano passado, iniciou-se um processo de investigação judicial à cerca de 1.500 mulheres, acusadas de praticar aborto em Campo Grande, MS. Algumas já foram julgadas e condenadas a penas alternativas, como por exemplo, realizando trabalhos em creches, os quais promovem uma verdadeira tortura psicológica, sob a justificativa de afirmarem-nas culpadas e que devem pagar por terem cometido um assassinato, ou seja, uma pena traumatizante à vida dessa mulher.

Outro caso que nos provoca ainda mais indignação é a criação da CPI do aborto pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Ela tem como objetivo investigar acerca da venda ilegal de remédios abortivos, eliminando com o uso da força policial a rede de clínicas clandestinas e criminalizar as mulheres que fizeram aborto. Alguns dos parlamentares que estão envolvidos na criação desta CPI, como Luiz Bassuma (PT-BA), Miguel Martini (PHS-MG) e Pastor Manoel Ferreira (PTB-RJ) foram também, aqueles que se organizaram para derrotar o projeto de Lei que propunha a descriminalização do aborto (PL 1.135/91).


Cerca de 400 mil mulheres morrem por ano ao realizar aborto de maneira insegura, além dos muitos casos que evidenciados, das que ficam com seqüelas físicas e psicológicas irreversíveis. As mulheres mais afetadas por essa realidade, assim estão devido a ausência de atendimento em um aborto seguro pelo Estado, e são em sua grande maioria jovens, negras e pobres.

A questão do aborto não pode ser considerada pelo Estado como caso de polícia!
A questão do aborto é problema de saúde pública da mulher!

EDUCAÇÃO SEXUAL PARA ESCOLHER
CONTRACEPÇÃO PARA PREVENIR
ABORTO LEGAL PARA NÃO MORRER

Contra a criação da CPI do aborto!
Contra a criminalização das mulheres!
Pelo aborto legal, seguro e gratuito no SUS!


Nós não vamos pagar pela crise! Os capitalistas que paguem por ela!

As mulheres, negros e jovens com pelo menos o ensino médio completo, que ocupam os empregos mais precarizados no mundo do trabalho, são os mais afetados com o desemprego devido à crise econômica segundo dados do IBGE. O nível de desemprego entre as mulheres cresceu de 54,6% (2003) para 58,4% (2008).
Com isso, tende-se a aumentar o trabalho informal dentre a parcela feminina proletária e a conseqüente perda de direitos trabalhistas fundamentais, como a licença maternidade e direito a férias remuneradas. Além disso, reivindicamos o fim das jornadas dupla e tripla de trabalho das mulheres reforçando a importância da divisão do trabalho doméstico!

Somos contra o investimento de dinheiro público para a recuperação de empresas privadas e bancos em detrimento do setor público! Somos contra as respostas ultra conservadoras dadas pelos governos burgueses à crise!

Em tempos de crise do capitalismo global devemos ressaltar mais do que nunca a importância da unidade de luta não somente no âmbito do movimento de mulheres, mas em todos os movimentos sociais. Se a burguesia apesar de suas contradições internas une-se nas crises do capitalismo em torno de seus projetos reacionários contra o povo, os movimentos sociais, partidos e organizações de esquerda têm a função mais do que nunca de alcançar a unidade. Não podemos deixar que nossas divergências enfraqueçam a luta, pois somos todos contra o capitalismo. Se essa conjuntura fracionista da esquerda continuar, a burguesia irá ditar através do autoritarismo do capital, o seu projeto anti-popular e promoverá mais uma vez um massacre sobre socialismo e principalmente ao povo.

Pela Unidade na Luta, Camaradas!
Refundação Comunista/ Juventude LibRe

Um comentário:

Juventude Liberdade e Revolução disse...

O O Bassuma!
Reacionário!
Tira o rosário do meu ovário!