terça-feira, 12 de maio de 2009

V SEMANA DE CIÊNCIAS SOCIAIS - USP

As várias questões polêmicas dos últimos tempos, como ocupação da sede do DCE e greve dos funcionários da USP, não impediram a organização, pelo Centro Universitário de Pesquisas e Estudos Sociais (CEUPES), da 5ª Semana de Ciências Sociais, qual teve início no dia 11 e vai até 15 de maio. A programação contempla diversas atividades, como mesas de debates e uma mostra de filmes, sob a temática dos 20 anos de eleições diretas, colocando em questão a democracia vigente.
Logo após o coquetel de abertura, a primeira mesa trazia alguns depoimentos dos professores Eugenio Bucci, José Guilherme Magnani, e também do senador Eduardo Suplicy. Este espaço para discussão pretende ser abrangente e plural para compreensão acerca destes assuntos que, ao contemplar divergentes opiniões. Embora contido em moldes academicistas, é livre o acesso aos debates que vão desde condições no sistema educacional até mesmo às influências - direta ou indireta na vida das pessoas - de embates históricos, geopolíticos e ideológicos.
Outro encontro muito esperado entre os participantes ocorreu ainda no primeiro dia com a presença de Lincoln Secco, do Dep. de História da USP, Ruy Braga do Dep. de Sociologia da USP e Antonio Mazzeo, professor de Ciência Política da UNESP. Os professores ficaram ali por pouco mais de duas horas - embora com alguns pedidos para extensão deste tempo - na mesa cujo tema foi O Mundo e o Muro.
Com pontos de vista distintos na abrangência deste vasto assunto, Ruy deu início à sua fala com direta crítica ao stalinismo no caso da revolução na Hungria, em 1956, quando cerca de 20 mil foram mortos. Ao comentar a expansão do parque industrial soviético, advertiu ter sido um advento ocorrido por entre um modelo de centralidade burocrática , e com aval formaram-se os departamentos - ponto em especial que gerou ásperas considerações dos docentes.
O historiador Lincoln Secco chegou a dizer que este processo teve início nos tempos em que Lênin e Trotsky estavam à frente do partido Bolchevique e lembrou que após a queda do muro de Berlin, aonde havia primazia em educação musical, por exemplo, fez-se a troca pelo lado instigante e desejoso da Alemanha Ocidental e seus fast-foods. Para consentimento geral, os professores fizeram falas sobre a incapacidade da URSS acompanhar o desenvolvimento tecnológico, mesmo com os grandes avanços na indústria bélica e espacial.

Um comentário:

dcesempreemfrente disse...

Bah! o CEUPES tem uma linha muito bala!