terça-feira, 9 de outubro de 2012

Homenagem a Che Guevara

Tombava há 45 anos o corpo de Che Guevara, homem radicalmente humano, que lutou pela libertação dos povos até o último sopro de sua vida. Estudioso e militante marxista, defendeu que todo processo Revolucionário é um ato de amor . ATÉ A VITÓRIA SEMPRE, COMANDANTE!


Discurso de Che sobre O que deve ser um jovem comunista.


[...]
Quero formular agora, companheiros, qual é a minha opinião, a visão de um dirigente nacional das ORI, do que é que deve ser um jovem comunista, a ver se estivermos de acordo todos.
Eu acho que o primeiro que deve caracterizar um jovem comunista é a honra que sente por ser um jovem comunista. Essa honra que o leva a mostrar perante todo o mundo a sua condição de jovem comunista, que não o vira para a clandestinidade, que não o reduz a fórmulas, mas que o exprime a cada momento, que lhe sai do espírito, que tem interesse em demonstrá-lo porque é o seu símbolo de orgulho.
Junto disso, um grande sentido do dever para a sociedade que estamos a construir, com os nossos semelhantes como seres humanos e com todos os homens do mundo. Isso é algo que deve caracterizar o jovem comunista. Ao pé disso, uma grande sensibilidade ante todos os problemas, grande sensibilidade face à injustiça. Espírito inconforme cada vez que surge algo que está mal, tenha-o dito quem o disser. Pôr em questão todo o que não se perceber. Discutir e pedir aclaração do que não estiver claro. Declarar a guerra ao formalismo, a todos os tipos de formalismo. Estar sempre aberto para receber as novas experiências, para conformar a grande experiência da humanidade, que leva muitos anos a avançar pola senda do socialismo, às condições concretas do nosso país, às realidades que existem em Cuba. E pensar -todos e cada um- como irmos mudando a realidade, como irmos melhorando-a.
O jovem comunista deve tentar ser sempre o primeiro em tudo, lutar por ser o primeiro, e sentir-se incomodado quando em algo ocupa outro lugar. Lutar sempre por melhorar, por ser o primeiro. Claro que nem todos podem ser o primeiro, mas sim estar entre os primeiros, no grupo de vanguarda. Ser um exemplo vivo, ser o espelho onde podam olhar-se os homens e mulheres de idade mais avançada que perderam certo entusiasmo juvenil, que perderam a fé na vida e que ante o estímulo do exemplo reagem sempre bem. Eis outra tarefa dos jovens comunistas.
Junto disso, um grande espírito de sacrifício, um espírito de sacrifício não apenas para as jornadas heroicas, mas para todo o momento. Sacrificar-se para ajudar o companheiro nas pequenas tarefas e que poda cumprir o seu trabalho, para que poda cumprir com o seu dever no colégio, no estudo, para que poda melhorar de qualquer maneira. Estar sempre atento a toda a massa humana que o rodeia.
Quer dizer: apresenta-se a todo jovem comunista a tarefa de ser essencialmente humano, ser tão humano que se aproxime ao melhor do humano, purificar o melhor do homem por meio do trabalho, do estudo, do exercício de solidariedade continuada com o povo e com todos os povos do mundo, desenvolver ao máximo a sensibilidade até se sentir angustiado quando um homem é assassinado em qualquer canto do mundo e para se sentir entusiasmado quando em algum canto do mundo se alça uma nova bandeira de liberdade.
O jovem comunista não pode estar limitado polas fronteiras de um território, o jovem comunista deve praticar o internacionalismo proletário e senti-lo como cousa de seu. Lembrar-se, como devemos lembrar-nos nós, aspirantes a comunistas cá em Cuba, que somos um exemplo real e palpável para toda a nossa América, para outros países do mundo que lutam também noutros continentes pola sua liberdade, contra o colonialismo, contra o neocolonialismo, contra o imperialismo, contra todas as formas de opressão dos sistemas injustos. Lembrar sempre que somos um facho acesso, que somos o mesmo espelho que cada um de nós individualmente é para o povo de Cuba, e somos esse espelho para que se olhem nele os povos da América, os povos do mundo oprimido -que lutam pola sua liberdade. E devemos ser dignos desse exemplo. Em todo o momento e a toda a hora ser dignos desse exemplos.
Isso é o que nós julgamos que deve ser um jovem comunista. E se se nos dissesse que somos quase uns românticos, que somos uns idealistas inveterados, que estamos a pensar em cousas impossíveis, e que não se pode atingir da massa de um povo que seja quase um arquétipo humano, nós temos de contestar, uma e mil vezes, que sim, que sim se pode, que estamos no certo, que todo o povo pode ir avançando, ir liquidando intransigentemente todos aqueles que ficarem atrás, que não forem capazes de marcharem ao ritmo a que marcha a revolução cubana. Tem de ser assim, deve ser assim, e assim é que será, companheiros, será assim, porque vocês som jovens comunistas, criadores da sociedade perfeita, seres humanos destinados a viver num mundo novo de onde terá desaparecido de vez todo o caduco, todo o velho, todo o que representar a sociedade cujas bases acabam de ser destruídas.
Para atingirmos isso cumpre trabalhar todos os dias. Trabalhar no senso interno de aperfeiçoamento, de aumento dos conhecimentos de aumento da compreensão do mundo que nos rodeia. Inquirir e pesquisar e conhecer bem o porquê das cousas e colocar sempre os grandes problemas da Humanidade como problemas próprios.
Destarte, num momento dado, num dia qualquer do anos que venham -após passarmos muitos sacrifícios, sim, depois de termo-nos porventura visto muitas vezes à beira da destruição- após termos porventura visto como as nossas fábricas som destruídas e de tê-las reconstruído de novo, depois de assistirmos ao assassinato, à matança de muitos de nós e de reconstruirmos o que for destruído, ao fim de isso tudo, um dia qualquer, quase sem repararmos, teremos criado, junto dos outros povos do mundo, a sociedade comunista, o nosso ideal.
Fonte: Marxists.org

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Incêndios suspeitos: Fogo atinge de novo Favela do Moinho em São Paulo

17 de setembro de 2012
Rede Brasil Atual

Cidade já registrou 68 incêndios desse tipo em 2012 e mais de 500 desde 2005, quando José Serra extinguiu programa de prevenção

São Paulo - A cidade de São Paulo amanheceu hoje (17) com mais um incêndio em área ocupada por favela, o 68º do ano. Deste às 7h da manhã, a chamas destroem as casas da favela do Moinho, no bairro Campos Elíseos, região central. Parte do núcleo já havia incendiado em dezembro do ano passado.
O Corpo de Bombeiros registra mais de 500 incêndios em favelas de São Paulo nos últimos sete anos, após o então prefeito José Serra (PSDB) ter acabado com um programa de prevenção a esse tipo de ocorrência. Uma CPI na Câmara Municipal foi criada em abril para investigar os casos. Há suspeita de que os incêndios sejam criminosos, de maneira a “limpar as áreas” para empreendimentos imobiliários ou obras viárias.
A favela do moinho tem aproximadamente 300 barracos. Ainda não há informação de vítimas e desabrigados.
No incêndio de dezembro, o fogo devastou um terço da comunidade, onde moravam cerca de 600 pessoas. O local afetado tinha 6.000 m². Duas pessoas morreram e dezenas de famílias ficaram desabrigadas.
A área onde está a favela do Moinho vem sendo alvo de disputas judiciais entre a prefeitura e os moradores nos últimos anos. Enquanto a administração municipal tenta desapropriar a área e utilizá-la para outros fins, os moradores buscam conquistar o direito de permanecer no local.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

MARCHA PATRIÓTICA: Manifesto de solidariedade a Piedad Córdoba


A nossa América passa por uma mudança de época que se expressa no avanço das democracias participativas, protagonizadas pelos movimentos sociais e populares em um ambiente de inclusão e dignificação econômica. Reconhecemos na diversidade e no dissenso dos partidos, movimentos e plataformas políticas o sustento de sociedades justas.

Neste contexto, o povo colombiano vem impulsionando alternativas sociais e políticas que superem o conflito armado interno e construam a paz com justiça social, como passo imprescindível para a democracia. Surgiu das organizações sindicais, camponesas, estudantis, culturais e lutadores pelos direitos humanos o Movimento Político e Social Marcha Patriótica, que manifesta como principais demandas na sua plataforma política, a necessidade da Solução Política ao conflito armado, uma reforma agrária democrática, a luta pela sustentabilidade ambiental, a instauração de uma democracia participativa e a soberania nacional.

Os ataques contra este movimento popular são ataques contra a democracia, e impedem avançar na consecução da paz, atentando contra as liberdades políticas do povo colombiano. Afirmamos com clareza que se devem respeitar e apoiar todos os esforços democratizadores e participativos que permitam consolidar América Latina como um território de paz.

Diante do exposto, exortamos o governo colombiano a restabelecer os direitos políticos da líder Piedad Córdoba; que se garanta a vida de todos e todas integrantes do movimento Marcha Patriótica e se lhe outorguem as condições necessárias para o exercício da oposição política. Comprometemo-nos a estar atenciosos para evitar qualquer atentado contra os direitos à vida e a participação deste movimento político e da sociedade colombiana em geral.

Chamamos à comunidade latino-americana e mundial a apoiar a busca de uma solução política ao conflito e a solidarizar se com o povo colombiano em sua luta por ampliar a democracia e conquistar garantias políticas e sociais.


América Latina, Setembro de 2012



ASSINAM.
Organizações:

Associação Cultural José Marti - Rio de Janeiro
Casa da América Latina
Central de Movimentos Populares do Brasil - CMP
Centro Brasileiro de solidariedade aos Povos e Luta pela Paz - CEBRA PAZ
Comitê de Solidariedade ao Povo Colombiano - CSPC
Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino - RJ
Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes - CCLCP
Grupo Cultural Colombiano La Pola
Juventude Comunista Avançando - JCA
Juventude Liberdade e Revolução - LibRe
Movimento de Moradia da Cidade de São Paulo - MMC
Movimentos dos trabalhadores rurais sem terra – MST



Partido Comunista Brasileiro - PCB
Refundação Comunista - RC
União da Juventude Comunista - UJC
Unidade Classista


Pessoas físicas e jurídicas:

Anita Leocádia Prestes - Presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes
Dillyane de Sousa Ribeiro - Estudiante de Derecho de La Universidad Federal de Ceará/Brasil
Edmilson Costa - Secretário de Relações Internacionais do PCB
Edson Antonio Albertão – Professo, Guarulhos São Paulo
Geraldo Martins de A. Filho - PCB-SP
Heloísa Fernandes - Socióloga
Hiran Roedel - Diretor do Sindicato dos Professores do RJ
Ivan Pinheiro - Secretário Geral do PCB

M. Ec. Antonio Elías - Universidad de la Republica, Uruguay
Marcelo Braz Moraes dos Reis
Mauro Iasi - Presidente da Associaação dos Docentes da UFRJ
Milton Pinheiro - Professor de Ciência Política da Universidade do Estado da Bahia/Brasil e editor da revista teórica NOVOS TEMAS.
Milton Temer - Jornalista
Osmar do Amaral Barbosa - Em arte, Osmar Prado
Paulo Illes - Militante por los derechos de los y las migrantes
Roberto Leher - Professor faculdade de educação da UFRJ, Brasil.
Socorro Gomes - Presidente do Cebrapaz


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Juventude LibRe de Cotia convida para debate sobre a ditadura militar no Brasil

No próximo dia 25/08, sábado, o núcleo da Juventude LibRe de Cotia organizará um debate sobre os tempos da ditadura militar no Brasil. Dentre os temas do debate, repressão e luta armada configuram como um dos principais motes do bate-papo.

Estão todas e todos convidados!


quinta-feira, 19 de julho de 2012

4 anos de luta da Juventude LibRe

                                                
                                            "Eu acredito na transformação radical e na revolução social" - Trecho de canção feita por militantes da LibRe

São apenas quatro anos de história desde que o primeiro grupo de militantes organizasse em julho de 2008, em Florianópolis, a Juventude Liberdade e Revolução. Na ocasião encontravam-se diversos agrupamentos, coletivos e partidos no Fórum de Unidade dos Comunistas.

A juventude ali presente, empolgada pela agitação que se dava no encontro, optava por um modelo organizativo que pudesse contribuir para as lutas da juventude com os movimentos sociais, populares, de cultura e pelos jovens trabalhadores e na luta pela construção do socialismo.

Pouco a pouco damos nossos passos e crescemos como instrumento de tranformações por uma sociedade mais justa. Defendemos a valorização radical do ser humano sobre as imposições do capital e o modo social vigente, que prega a supervalorização das mercadorias sobre as pessoas.


Lutamos contra as todas opressões... contra o racismo, machismo, homofobia, xenofobia! 

Defendemos um modelo de Estado que seja laico!

Defendemos a auto-determinação dos povos e somos contrários aos golpes, intervenções militares e/ou econômicas perpretadas pelo imperialismo e pelas classes dominantes mundiais, como o embargo em Cuba! 

Rechaçamos o recente golpe no Paraguai, assim como não esquecemos as intervenções da OTAN na Líbia (2011), o ataque em Honduras (2009) e inclusive a ação militar brasileira até hoje presente no Haiti! Além de outras tantas tentativas de desestabilizar governos democraticamente eleitos, como na Venezuela (2002), Bolivia (2008) e Equador (2010)!

Lutamos pela instalação de uma Comissão da Verdade que apresente punição real aos interventores durante o período da ditadura militar no Brasil, indenização às famílias e o direito a memória com a abertura dos documentos!

 Rechaçamos as ações da repressão violenta ao povo pobre e trabalhador, em geral nas periferias, onde a polícia mata e o Estado não vê. Principalmente a juventude tem sido alvo de ataques, bem como da perseguição aos movimentos sociais e violações aos direitos humanos!



terça-feira, 26 de junho de 2012

LibRe repudia GOLPE de Estado no Paraguai e apoia a luta pelo restabelecimento da democracia

Expressamos aqui e em todos nossos meios o repúdio ao Golpe de Estado aplicado por forças reacionárias, ligadas ao latifúndio e agronegócio e de extrema-direita, que  tentam barrar avanços progressistas como a reforma agrária no Paraguai. Isso se deu tão rapidamente, não por coincidência ou ocasião, mas pelo arranjo do potencial imperialista em tomar o controle dos países da América Latina por meio de golpes e ataques diretos à soberania e autodeterminação dos países da região.

Repassamos a nota do Movimento Pró-Frente apresentada ao povo e aos lutadores no dia 22 de junho, quando as primeiras notícias eram dadas, e apoia os setores progressistas e comprometidos com o caráter intenacionalista da luta de classes a construirem atos, manifestações, comitês etc. que lutem pelo restabelecimento da democracia e retorno do presidente eleito, Fernando Lugo, ao poder.

Ato realizado por movimentos sociais e organizações políticas contra o Golpe no Paraguai no último dia 25 de junho

Paraguai: Golpe não!
A resistência é de todos nós.
Para o Movimento Pró-Frente (Brasil), as recentes medidas adotadas pelo Congresso Nacional paraguaio contra o Presidente Fernando Lugo, e a posse do senhor Franco, tem o nítido caráter de um golpe de Estado da extrema direita. O Presidente foi eleito democraticamente e seu mandato só se encerra em agosto de 2013. As evidências da farsa legislativa, que culminou na retirada de Lugo da Presidência, por suposto “mal desempenho de suas funções” são muitas, entre elas, destacam-se: a ausência de provas, o rito sumaríssimo e o sequestro do direito de defesa. O tragicômico simulacro de “juicio político” encenado pelo parlamento mais corrupto das Américas, violou todas as tornas processuais e concedeu menos de 24 horas para o Presidente Lugo preparar e apresentar sua “defesa”.
Entre variadas mentiras, há uma acusação verdadeira, que é a de “colocar-se ao lado dos trabalhadores sem terra”. Na realidade, o governo Lugo propunha reformas sociais pacíficas e, de fato, negava-se a massacrar os camponeses em sua justa luta pela Reforma Agrária e recuperação das “tierras malhabidas”, o que só depõe a favor do caráter democrático do Presidente derrubado.
O pretexto para o golpe foi uma provocação orquestrada pela direita em 15 de Junho em Curuguaty perto da fronteira com o Brasil, em que um grupo de elite da polícia política – Grupo Especial de Operaciones, GEO, treinado nos marcos do “Plano Colômbia” – atacou em uma emboscada camponeses sem terra, resultando na morte de 17 pessoas – 11 camponeses e 6 policiais, entre os quais o chefe da GEO, comissário Erven Lovera, além de mais de 50 feridos graves.
As forças reacionárias que tramaram contra a vontade majoritária da população são as mesmasque sustentaram ditaduras ao longo de décadas. Entre as principais lideranças golpistas encontram-se pessoas como: o golpista histórico Lino Oviedo, o narcoempresário Cartes, o fraudador de eleições Galaverna, o dono do monopólio privado dos meios de comunicação Aldo Zuccolillo e Candia Amarilla, este último atual Ministro do Interior é conhecido repressor e criminalizador das lutas populares desde os tempos em que liderava o Grupo de Acción Anticomunista – GAA, durante a longa ditadura militar de Alfredo Stroessner – 1954-1989.
Os golpistas são membros das oligarquias latifundiárias – associados às transnacionais, como a Monsanto e a Dow Chemical –, que desprezam a vontade popular, conspiram para derrubar Lugo desde sua posse e impedem medidas avançadas no Paraguai, em especial a Reforma Agrária. Enfim, são setores historicamente antidemocráticos, direitistas e aliados ao imperialismo, em particular ao estadunidense.
Diante deste quadro, o Movimento pró-Frente:
· rechaça as manobras golpistas, adotadas pelos setores reacionários do Paraguai, e a tentativa de interromper um processo legítimo que busca reformas no País;
· manifesta sua a solidariedade, e o seu apoio, ao Presidente e ao povo paraguaio;
· uni-se às vozes antigolpe e convoca as organizações democráticas, progressistas e populares – do Brasil e do Continente – a rechaçarem o golpe de estado e lutarem para garantir que o presidente Fernando Lugo cumpra integralmente seu mandato;
· coloca-se junto à resistência e nas lutas em defesa de melhores condições de vida para os irmãos paraguaios;
· conclama os governos democráticos do Continente a tomarem medidas que garantam a volta de Fernando Lugo à Presidência do Paraguai e a formação de um gabinete presidencial disposto a enfrentar o golpismo e a crise, com pessoas provadas por sua lealdade e sua luta em defesa das liberdades democráticas e das transformações sociais;
· põe-se à disposição do povo paraguaio, e de seu legítimo presidente, para colaborar, no que julgarem necessário, na sua justa luta.
Como é de conhecimento de todos, há muito, o imperialismo está incomodado com os avanços democráticos e a ascensão de governos progressistas na América Latina e Caribe. Com tais mudanças, vem sendo possível uma crescente unidade política em temas regionais – especialmente na resistência ao domínio dos Estados Unidos.
Por isso, são constantes as ameaças, as provocações e os ataques da Casa Branca. De lá vem o aumento das ações intervencionistas, o desrespeito à soberania de países da Região; e o acirramento das chamadas “medidas preventivas”, de que são emblemáticos: o golpe de Estado em Honduras e as tentativas de golpes na Venezuela, Bolívia e Equador, derrotados pela resistência popular; a reativação da IV Frota para atuar na América do Sul; a multiplicação das bases militares estadunidenses em nossos territórios e da malfadada “cooperação militar”; o incentivo à corrida armamentista e a manutenção do “bloqueio” e das agressões contra Cuba.
Sendo assim, para o Movimento Pró-Frente o golpe de estado não é um fato que se restrinja às fronteiras paraguaias. Trata-se de uma ação que visa manter e reforçar a dominação imperialista no Continente. Para tanto, contou, e conta, com respaldo direto do imperialismo americano – como fica evidente na posição do Departamento de Estado dos EUA de “respeitar o processo contra o presidente Lugo”. Não é à toa que, imediatamente após o golpe, o mesmo Departamento, em nota oficial, reconheceu como legítimas as atitudes do Congresso paraguaio.
 Para o Movimento Pró-Frente, é preciso denunciar o golpe e lutar para derrotá-lo e impedir qualquer retrocesso político e social – dentro e fora do Paraguai.
Para nós, a melhor forma de barrar o conservadorismo é realizar e aprofundar reformas que interessem as grandes maiorias nacionais. Para tanto, é urgente construir a unidade dos segmentos comprometidos com os trabalhadores e o povo, com a soberania e os interesses nacionais, com avanços e progressos sociais e com os direitos e as liberdades democráticas. Só com a mobilização e organização popular será possível sustentar governos que queiram impulsionar processos de transformação social, por mais moderados que sejam. Assim, unidos, será possível derrotar a reação e construir, a partir de cada país, a Pátria Grande de que nos falou Bolívar.


Brasil, 22 de junho de 2012.
Movimento Pró-Frente (Brasil):
Brigadas Populares – BP,
Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes – CCLCP,
Partido Comunista Revolucionário– PCR,
Refundação Comunista (Brasil) – RC e
dirigentes e militantes políticos.

Candidatura do companheiro Wesllen é homologada em Cotia!

A candidatura do nosso camarada Wesllen I.D.L a vereador em Cotia (região metropolitana de São Paulo) foi finalmente homologada. Wesllen é liderança dos movimentos populares em Cotia, e estará representando a Juventude LibRe no próximo pleito municipal.

"A candidatura não pertence a mim, nem a um grupo específico de pessoas. Durante a campanha estaremos empenhados em representar os movimentos sociais de Cotia, em especial os movimentos de juventude e dos estudantes. Queremos fazer de nossa candidatura um grande fórum popular de discussão de propostas sobre a Cotia que queremos para o futuro dos jovens. Mas não só isso. Vamos fazer uma grande discussão com toda a população... Não queremos cair nos velhos vícios da velha política, no clientelismo e no assistencialismo. Conforme aponta o camarada Che Guevera, nossa ação será no sentido do aumento do acúmulo para os movimentos de Cotia e, especialmente, compreensão do mundo que nos rodeia", disse o futuro candidato.

Wesllen I.D.L. é estudante e morador de Cotia há mais de 25 anos. Trabalhou  no IBGE e hoje faz Ciências Sociais na USP, curso para o qual ele batalhou muito para entrar, uma vez que as universidades públicas são elitizadas e dão poucas chances para estudantes pobres e da periferia como ele. Ele também é músico e ativo no movimento Hip-Hop.

Fiquem atentos para mais informações e para o calendário da campanha!