quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Escolas em SP: Alckmin fecha, alunos ocupam
Estudantes e professores, em São Paulo, ocuparam duas unidades de ensino em protesto contra o fechamento de 94 escolas da rede estadual. Após vários protestos que ocorreram nos últimos dias, os alunos das escolas Fernão Dias Paes, em Pinheiros, e Escola Estadual de Diadema, que fica neste município, decidiram ocupar estes espaços. A água foi cortada e a PM cercou a região, tendo registro da utilização de gás de pimenta para reprimir as mobilizações.
Os manifestantes prometem ficar no local até que o governo estadual volte atrás na decisão. O governador Alckmin anunciou o fechamento das unidades de ensino a como parte do plano de "reorganização escolar". Com a diminuição das unidades, a superlotação de salas aumentará e a demissão e redução de salários de professores, sobretudo de contratados emergencialmente, deve acontecer.
A situação precária do ensino público paulista é flagrante e, mesmo assim, o governo tucano anunciou a medida sem qualquer consulta ou discussão com a comunidade escolar. Neste ano cerca de 3.390 salas de aula foram fechadas e muitas iniciaram o ano letivo com até 60 alunos por classe.
Todo apoio aos estudantes, docentes e movimentos populares que lutam contra este projeto de precarização do ensino promovido pelo governo tucano!
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Vídeo mostra encontro de formação da LibRe - Assista!
Entre os dias 31/10 e 2/11 de 2015 aconteceu um encontro nacional de formação política da Juventude Liberdade e Revolução (LibRe). Os estudos e discussões passam pelo processo de formação militante fundamentais às lutas por transformação radical da sociedade. Assista!
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
8/11: Participe dos atos Fora Cunha e Contra o ajuste fiscal
No próximo domingo (8/11), a população vai às ruas em diversas capitais e cidades de todo país para manifestar seu repúdio ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), e à política do ajuste fiscal que promove um ataque intenso aos direitos e conquistas dos trabalhadores e da população mais pobre.
Cunha se transformou no inimigo público da juventude ao impor uma agenda conservadora ao Congresso e realizar manobras de viés golpista, como foi na votação pela redução da maioridade penal. O deputado, que está envolvido na operação Lava Jato e é acusado de receber UR$ 5 milhões, quer ainda aprovar o PL 5069/13 que criminaliza o aborto em casos de estupro, um violento ataque às mulheres.
A proposta de ajuste fiscal como quer o governo federal é o resultado de uma política de austeridade diante da crise econômica. Na prática a ideia é repassar a conta aos trabalhadores. A edição das Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665 dificultou o acesso ao seguro-desemprego, abono salarial, seguro-defeso e os cortes no orçamento atingiram áreas como educação, habitação e saúde.
Dia 8/11 diremos um sonoro #ForaCunha e #NãoaoAjuste. Participe!
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Ativistas realizam ato em SP para homenagear Marighella, nesta quarta, 4
Manifestação ocorre no local onde ele foi executado pela ditadura
Por Lúcia Rodrigues
Ativistas de direitos humanos, ex-presos políticos e parentes de vítimas da repressão militar participam de uma homenagem a Carlos Marighella, o comandante da Ação Libertadora Nacional (ALN), organização de resistência à ditadura, nesta quarta, 4, às 10h, em frente ao número 815 da alameda Casa Branca, nos Jardins, zona sul da capital paulista.
No local, há 46 anos, no dia 4 de novembro de 1969, forças da ditadura militar fuzilavam, em uma emboscada liderada pelo delegado-torturador Sérgio Paranhos Fleury, o comunista Carlos Marighella.
Considerado pelos militares o inimigo número um da ditadura, o baiano de Salvador, além do ativismo político também incomodava o regime com a caneta. Desde jovem escrevia poemas com denúncias sociais. Um deles lhe causaria sua primeira prisão no início da década de 1930, durante o governo de Getúlio Vargas.
Filho de um operário italiano e neto de escravos por parte de mãe, uma baiana negra, Marighella enfrentou as adversidades com determinação. Tinha no sangue a indignação e a valentia para a luta. Não hesitou em comandar a resistência armada quando houve o fechamento do regime. É de sua autoria o livro Mini Manual do Guerrilheiro Urbano, publicado pouco antes de sua morte, com orientações de como agir no combate à ditadura.
Reconhecimento
O governo Dilma oficializou sua anistia post mortem e o Estado brasileiro reconheceu sua responsabilidade na execução do dirigente da ALN. Todo ano, em 4 de novembro, também é realizada uma homenagem na calçada da alameda Casa Branca em frente ao monumento em pedra, erguido no local onde ele foi executado a tiros, para relembrar sua morte.
Esta semana, ativistas repetem a solenidade e reforçam a cobrança pela punição dos torturadores e assassinos que agiram sob a proteção do governo militar. Eles vão lembrar que no último dia 15, o comandante do DOI-Codi paulista, o coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido torturador pela justiça e pela Comissão Nacional da Verdade, faleceu sem pagar pelos crimes que cometeu. Durante seu comando à frente do DOI-Codi foram mortos sob tortura pelo menos 45 presos políticos.
Os ativistas também vão rechaçar a homenagem feita pelo Exército ao coronel, no final de outubro, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Eles consideram o ato um insulto contra as vítimas de Ustra e seus familiares.
Do site da revista Caros Amigos
terça-feira, 3 de novembro de 2015
LibRe promove encontro de formação em Porto Alegre
Na manhã de sábado (31/10), os camaradas de diversas regiões do país se encontraram para uma formação e estudos da teoria e planejamento prático no Diretório Acadêmico da Faculdade de Educação (DAFE-UFRGS). Antes do início os jovens puderam interagir através de uma apresentação coletiva e cultural dos jovens da Bahia. Na segunda parte deste dia foi feita uma exposição e debate sobre a importância em se fazer uma análise de conjuntura que dê base para uma atuação firme na realidade.
As principais demandas apontadas para o próximo período dão conta de se inserir nas lutas contra o avanço do conservadorismo no país, que se constitui, por exemplo, através do PL 5069/2013, que criminaliza o direito ao aborto feito por mulheres estupradas, o ajuste fiscal que ataca diretamente trabalhadores, a redução da maioridade penal, os cortes na educação, o Estatuto da Família entre outros.
Já no domingo e na segunda as pessoas tiveram a oportunidade de debater as questões que envolvem a organização como meio capaz de se apontar uma perspectiva transformadora e indicar saídas da atual crise do capitalismo.
Em todos os espaços foram lidos e comentados textos importantes para a formação crítica da militância. Entre eles estavam Alexandra Kollontai, Marx, Lenin, Simone de Beauvoir, Wilhem Reich e Rosa Luxemburgo.
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quarta-feira, 17 de junho de 2015
54º Congresso da UNE: Unidade popular e democracia são destaques
O 54º Congresso Nacional da UNE (Conune) ocorreu em Goiânia entre os dias 3 e 7 de junho e teve como lema “Em defesa da democracia, dos estudantes e do Brasil”. Com intenso debate sobre os rumos da entidade que completa 78 anos de existência, os estudantes aprovaram as diretrizes e ações para o próximo período.
A ênfase das discussões foi em torno do papel da UNE nas lutas populares, contra os efeitos da crise e os retrocessos que a classe dominante quer imprimir. Ao lado dos explorados e oprimidos, a UNE deve retomar a sua capacidade de ação nas massas com influência e destaque como sujeito político capaz de pautar reformas avançadas.
O posicionamento contra a redução da maioridade penal unificou os quase 10 mil estudantes que participaram do Conune. Durante o congresso foram realizados diversos painéis sobre assistência estudantil, financiamento, apresentação do relatório da Comissão Nacional da Verdade entre outros assuntos de relevância.
Nas plenárias finais que aprovaram a posição política da entidade e sua direção, as disputas por um projeto que reconduza a UNE ao papel de protagonismo social ficaram em segundo plano. A predominância de atores mais interessados no aparelho político e menos na sua capacidade de ação reafirmou a posição majoritária na ausência de uma crítica sobre o Estado.
A Juventude Liberdade e Revolução (LibRe) e Refundação Comunista (RC) participaram dos diversos espaços de intervenções e na composição da plenária nacional do Movimento por uma Universidade Popular (MUP). No espírito da unidade popular, dialogou com todos os setores progressistas e avançados na luta pelo combate aos ataques que a direita tenta impor no país, como corte de verbas para a educação, a presença do capital estrangeiro no controle de grande parte das universidades, a ampliação da terceirização e redução da idade penal.
Como elemento fundamental para fundar um amplo movimento de unidade pela esquerda, destacamos a necessidade da democracia no horizonte para que a UNE volte a ser grande e perigosa. Na luta por eleições diretas, transparência das contas e dos processos eleitorais, no resgate da importância do movimento pelas bases (através da participação dos Ca’s, Da’s, executivas de cursos, DCE’s etc.) os militantes da LibRe e RC se posicionaram na defesa de chapa em favor de uma universidade popular, junto aos camaradas da Juventude Comunista Avançando, e votando favoráveis com o campo da Oposição de Esquerda.Estamos na luta com o povo brasileiro na defesa e pela ampliação da democracia e na construção de uma universidade popular!
terça-feira, 2 de junho de 2015
Contribuição ao 54º Congresso da Une (CONUNE)
Leia a contribuição dos militantes da Refundação Comunista e da Juventude Liberdade e Revolução (LibRe) ao 54º Conune, que acontecerá entre os dias 3 e 7 de junho de 2015.Clique aqui para baixar o arquivo em PDF.
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