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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Declaração de 19 organizações juvenis comunistas da Europa 20 anos depois da contra-revolução

Publicamos em nosso sítio a carta/declaração de 19 organizações de juventude da Europa acerca dos desdobramentos ocorridos no século XX: das derrotas do socialismo às perspectivas futuras
 
NOSSO FUTURO É O NOVO MUNDO, O COMUNISMO
As Organizações Juvenis Comunistas que assinam o documento abaixo dirigem-se aos jovens da Europa, e de todo o mundo, na ocasião do 20° aniversário da dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e a queda do socialismo.

Esse aniversário, na visão dos governos e partidos burgueses e das forças do capital, é uma chance para caluniar o socialismo e sua contribuição, para projetar a “eternidade” e o “bem-estar” do capitalismo. Eles que com suas políticas têm retrocedido em todos os direitos da juventude; que têm feito dúzias de guerras imperialistas e estão planejando ainda mais; que têm nos condenado à pobreza e ao desemprego; são eles os mesmos que penalizam a ideologia comunista.

Na nossa compreensão, na visão dos trabalhadores, dos povos e da juventude do mundo, esse aniversário é uma chance para lembrar e ressaltar as conquistas do socialismo, sua contribuição para a humanidade; é uma chance para tirar conclusões importantes sobre a sua derrota nos anos 1989-1991.

Nos dirigimos a todos os jovens, para aprender e conhecer a verdade sobre o socialismo; para dizer que nosso futuro é o novo mundo, o Socialismo-Comunismo.
O século XX trouxe o sucesso da Revolução Socialista de Outubro na Rússia em 1917, que foi o ponto de partida para uma das mais importantes realizações da civilização na história da humanidade, a abolição da exploração do homem pelo homem. Depois da Segunda Guerra Mundial, o poder foi conquistado com a meta de construção do socialismo em muitos países da Europa, Ásia e também na América, aproximadamente 1/3 do mundo.


Em 1991, a contra-revolução interrompeu o curso desse primeiro esforço de construir a nova sociedade. Aquilo que foi conquistado – com a classe trabalhadora e seus aliados tomando o poder e a riqueza, que eles produziram com suas mãos –, apesar de suas fraquezas, foi derrotado desde cima e não a partir de baixo.


As derrocadas daqueles processos foram na verdade contra-revoluções, que significa uma regressão social, a vitória do sistema de exploração e opressão de classes contra a tentativa de construir uma sociedade livre da exploração. Isso foi confirmado da pior maneira para o povo, durante os últimos 20 anos.


Os capitalistas e os representantes políticos dos monopólios celebraram a vitória de sua classe, a vitória não somente contra os países socialistas e seus povos, mas contra os trabalhadores de todo o mundo. Essa vitória, no entanto, é passageira, pois o desenvolvimento social nunca termina. A vontade dos povos fará do Socialismo novamente uma realidade.


Eles prometeram um desenvolvimento do capitalismo “perpétuo” que supostamente traria prosperidade e paz. Eles falaram do “fim da história” e da luta de classes e que por isso as pessoas se acomodariam. Foi provado que estavam errados. Não somente a luta de classes não acabou, como está mais aguda. Ela é o motor da história e haverá um resultado vitorioso para a classe trabalhadora.
A barbárie capitalista não pode ser humanizada, ela deve ser derrotada
No início do século XXI e 20 anos após as derrotas, foi comprovado que não só o capitalismo não pode satisfazer as necessidades da classe trabalhadora como ele condena os povos à exploração e à pobreza. Tudo o que foi dito pela burguesia e seus apologistas foi comprovado ser uma mentira.


A contra-revolução tornou o capital mais agressivo, conquistas populares que foram alcançadas com lutas e sacrifícios foram arrasadas; novas guerras imperialistas estouraram e as competições para invasão e divisão de mercados se tornaram ainda mais enfurecidas. Os povos dos países socialistas estavam em meio à restauração capitalista; seus padrões de vida regrediram décadas. Os povos dos outros países capitalistas perderam seu apoio, o contrapeso à barbárie capitalista.

A atual crise que atinge o mundo capitalista leva o desemprego massivo, pobreza e miséria para a classe trabalhadora, para as camadas populares e suas crianças. Ela demonstra da forma mais clara possível que o capitalismo é um sistema corrupto e anacrônico, que impede o progresso de toda a humanidade. Sua tentativa de manter-se vivo é à custa do sangue de milhões de trabalhadores.

As crises são uma parte integrante disso, porque ele é um sistema no qual a produção não serve ao povo trabalhador, mas sim aos lucros e interesses dos capitalistas. Com seu suor e a força de suas mãos e mentes, os trabalhadores do mundo produzem boas e abundantes riquezas que seriam suficientes para eles e suas crianças viverem bem. Essa riqueza é roubada deles por um punhado de capitalistas parasitas que hoje convocam o povo, de uma maneira provocativa, a fazer sacrifícios, pois assim a plutocracia pode ser salva.

A crise capitalista se aprofunda na União Européia (UE) e na zona do euro. Está provado que a UE é uma união imperialista transnacional, uma “coalizão negra” do capital contra os povos. A rivalidade dos grupos monopolistas e países capitalistas na Europa e internacionalmente está se intensificando. Uma disputa como essa levará a guerras que são da natureza do capitalismo. Nós não escolhemos velhos ou novos imperialistas, nem suas uniões, velhas ou novas. Nós não seremos “buchas de canhão” para eles dividirem seus mercados. A luta para a derrota do poder dos monopólios, da burguesia em cada país e sob todas circunstâncias, é uma tarefa vital para todos os jovens homens e mulheres da classe trabalhadora.
Socialismo é mais urgente e necessário do que nunca
Depois de 20 anos, nossa geração está crescendo sob condições de distorção das verdades históricas, de anticomunismo e mentiras. Através dos livros didáticos, através dos jornais e seus canais de televisão, o capital, os Estados Burgueses e seus mecanismos estão tentando reescrever a história. Eles caluniam a heróica contribuição de milhões de comunistas e do poder proletário nos países do bloco socialista, mas também a contribuição dada no mundo capitalista para a libertação das amarras da exploração de classe. Estão conduzindo um ataque massivo contra um inimigo que, como eles mesmos dizem, já venceram. Isso mostra o medo deles. Se o “fim da história” fosse um fato, se o capitalismo fosse “invencível”, eles não estariam gastando tantas energias para derrotar um inimigo que não existe mais.
Eles dizem que a vitória do capitalismo demonstrou a falha do socialismo. A história tem comprovado que nenhum sistema sócio-econômico se estabeleceu para sempre. Isso é evidente pela história de dominação do próprio capitalismo. O desenvolvimento das forças produtivas e o caráter social do trabalho são incompatíveis com um sistema onde a minoria controla a maioria. O revés, entretanto, tem um caráter temporário no desenvolvimento social. A roda da história não pára. Nossa época é a de transição do capitalismo para o socialismo, mesmo com essa vitória temporária da contra-revolução, mesmo com a correlação de forças negativa, que está se alterando.
A necessidade do socialismo emerge do acirramento das contradições do próprio capitalismo. Ele deriva do fato de que na fase imperialista do desenvolvimento capitalista, caracterizada pelo domínio dos monopólios, as condições materiais necessárias para fazer a transição para um sistema sócio-econômico superior estão completamente maduras.

O capitalismo socializou a produção em uma escala jamais vista; todavia, ele privatiza os lucros resultantes dessa produção. Os meios de produção, o produto do trabalho social, são privados, são propriedade capitalista. Essa contradição é a matriz de todo o fenômeno da crise da sociedade capitalista moderna: desemprego e pobreza que explodem quando a crise econômica ocorre.

Essa contradição ainda mostra o passo seguinte: a abolição da propriedade privada dos meios de produção, a partir dos monopólios; sua socialização e uso planejado na produção social para a satisfação das necessidades sociais; planejamento centralizado da economia pelo poder proletário socialista revolucionário, controle dos trabalhadores.
Mesmo que tenha sido escrito em sangue, não poderá ser apagado pela tinta suja
A classe trabalhadora, particularmente os jovens das famílias de trabalhadores devem estudar as experiências de construção socialista no século XX. Devem aprender sobre sua enorme contribuição para os povos, mas ainda tirar conclusões sobre as razões que levaram a sua derrota.
A verdade é que, apesar dos muitos problemas, dos erros, das diferenças dos princípios da construção socialista, o sistema socialista que chegou a se formar demonstrou sua superioridade, as enormes vantagens para a vida de trabalhadores e jovens.


A abolição das relações capitalistas de produção livrou o homem do aprofundamento da escravidão salarial; ela pavimentou o caminho para a produção e desenvolvimento da ciência a fim de satisfazer as necessidades do povo. Assim, o direito a trabalho para todos foi assegurado, bem como a saúde e a educação pública e gratuita, a garantia de serviços acessíveis através do Estado, moradia, acesso à criação intelectual e cultural.
Tempo livre foi garantido para os trabalhadores descansar, para participar do poder proletário e para dirigir as unidades produtivas. Um nível superior de democracia foi desenvolvido com a participação representativa dos trabalhadores no poder e no manejo da produção, a oportunidade para eleger e depor as representações dos trabalhadores que estavam nos órgãos de poder.


Seguridade social foi a primeira preocupação do estado socialista. O poder socialista pôs o fundamento para a eliminação da desigualdade para com as mulheres. Ele assegurou, na prática, a natureza social da maternidade, o cuidado social para a criança.


Esses são ganhos que foram assegurados décadas atrás nos países socialistas, que agora parecem um sonho arredio para os trabalhadores e jovens no mundo capitalista.
A União Soviética e o sistema socialista mundial constituíram o único contrapeso real à agressão imperialista. O papel que a União Soviética teve na vitória antifascista dos povos foi decisiva. Mais de 20 milhões de cidadãos soviéticos deram suas vidas pela pátria socialista e pela vitória antifascista, cerca de 10 milhões foram lesados ou feridos, e ainda, é claro, houve uma enorme destruição material.
O novo ataque será vitorioso
A contra-revolução na URSS não veio da intervenção militar imperialista, mas “de dentro e de cima”.


No processo de construção escolhas erradas foram feitas, leis de desenvolvimento do novo sistema foram violadas, novas medidas foram implementadas, as quais eram estranhas ao desenvolvimento socialista.
A derrota contra-revolucionária não muda o caráter da era.


O Século XXI é o século de um novo ascenso do movimento revolucionário global e de uma nova série de revoluções sociais.


Dois caminhos se abriram sob os povos: a manutenção, com sacrifícios sem fim dos povos, do sistema caduco do poder burguês e da propriedade capitalista; ou a luta pela superação revolucionário do capitalismo pelo poder proletário, pelo socialismo-comunismo.


Entre a formação sócio-econômica capitalista e socialista-comunista não há outra formação, outro sistema. O poder será ou dos trabalhadores ou dos capitalistas.
A construção do chamado “socialismo do século XXI” ou “socialismo democrático” nega o poder dos trabalhadores, a socialização dos meios de produção e o planejamento centralizado. Ele não tem nada a ver com o socialismo científico. É uma ferramenta do sistema para a manipulação dos povos, para frear a luta de classes.
Os povos são aqueles que terão a última palavra!
Os jovens trabalhadores e trabalhadoras, a juventude das camadas populares não devem esperar nada do velho e anacrônico sistema capitalista, que está agora no seu último estágio imperialista. O futuro por uma vida melhor, pela satisfação de suas necessidades está ligado a sua participação e contribuição para o desenvolvimento da luta de classes, para derrotar a barbárie capitalista e construir o novo, o sistema socialista.
À frente de nós estão grandes lutas.
As próximas revoluções serão socialistas!
Assinam:
Juventude Comunista da Áustria - KJO
Juventude Comunista da Bélgica - COMAC
Liga Juvenil Comunista da Inglaterra - YCL
Juventude Comunista da República Tcheca - KSM
Liga Juvenil Comunista da Geórgia - YCL
Juventude Comunista da Alemanha - SDAJ
Juventude Comunista da Grécia - KNE
Frente de Esquerda – Aliança Juventude Comunista da Hungria
Movimento da Juventude da Irlanda
Juventude Comunista de Luxemburgo - JCL
Movimento da Juventude Comunista da Holanda - CJB
Juventude Comunista da Noruega - UNGKOM
Juventude Comunista da Polônia - KMP
Juventude Comunista da Rússia - RKSM(B)
Juventude Comunista da Sérvia – SKOJ
Coletivos de Jovens Comunistas da Espanha - CJC
União da Juventude Comunista da Espanha - UJCE
Juventude Comunista da Suécia - SKU
Juventude Comunista da Turquia - Youth TKP
Tradução:
Juventude Comunista Avançando (JCA-Brasil)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Bancos fecham 2.224 postos de trabalho no primeiro semestre

da Agência Chasque

Porto Alegre (RS) – Estudo elaborado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado nesta terça-feira (25), revela que os bancos brasileiros fecharam 2.224 postos de trabalho no primeiro semestre de 2009. De acordo com a pesquisa, as empresas financeiras desligaram 15.459 bancários, principalmente em razão das fusões, e contrataram apenas 13.235 entre janeiro e junho.

Júlio Cezar Soares Vivian, da coordenação do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre (RS) e região metropolitana (SindiBancários) comenta que além das demissões, os proprietários das financeiras estão usando a rotatividade para reduzir a média salarial dos bancários. Para Júlio as demissões no Rio Grande do Sul recaem principalmente sobre as mulheres, negros e funcionários com maior grau de escolaridade.

“Os bancos em todos os anos dão continuidade ao processo de demissão, reduzindo seus custos na mão de obra. Via de regra, eles demitem primeiro os que possuem salários mais altos e ai entram os processos de demissão através da discriminação de gênero e de raça. Sempre com crise ou com crescimento econômico os banqueiros estão demitindo, para que seus lucros fiquem preservados”, enfatiza.

Júlio declara inaceitáveis as demissões, visto que o sistema financeiro foi o que apresentou a maior lucratividade de toda a economia no primeiro semestre. Segundo ele, os 21 maiores bancos somaram lucro líquido de R$ 14,3 bilhões.
A pesquisa demonstra que as mulheres continuam tendo remuneração inferior aos homens no sistema financeiro nacional: 28,62% de diferença entre os admitidos e 33,24% entre os desligados.

O levantamento sobre a evolução do emprego nos bancos toma por base dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. Essa foi a segunda rodada da pesquisa, que está sendo divulgada trimestralmente pela Contraf-CUT.



Fonte: www.agenciachasque.com.br





domingo, 12 de julho de 2009

Desemprego entre os jovens chega a 67% e discrimina mulheres e negros

Não existe apenas uma juventude no Brasil, foi o que apontou o relatório “Trabalho Decente e Juventude no Brasil”. O estudo, realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e divulgado na última semana, mostra que o desemprego afeta 67% dos jovens brasileiros entre 15 e 24 anos. Entre negros e mulheres, a situação se agrava, chegando a atingir aproximadamente 78% de taxa de desemprego. A diretora da OIT no Brasil, Laís Abramo, acredita que a crise econômica vai piorar a condição dos jovens.

A pesquisa teve como um dos focos o acesso à educação. Foi verificado que 7% dos jovens brancos tinham baixa escolaridade. No caso dos jovens negros, o número crescia mais que o dobro, alcançando 16%. A jornada dos jovens também impressiona: 30% passam mais de 20 horas semanais trabalhando, o que prejudica o rendimento escolar.

O relatório aponta que a necessidade efetiva que os jovens possuem de trabalhar se confronta com o fato de que quanto mais cedo seu ingresso ao mercado, mais precária será sua inserção. O estudo é inédito e tem como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), referente aos anos de 1992 a 2006.



Fonte: Radioagência NP

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Lançada primeira edição da Comuna LibRe




Já está disponível a edição Zero do Jornal da Juventude Liberdade e Revolução, a "Comuna LibRe".

O estilo da publicação mescla elementos estéticos oriundos de publicações bolcheviques do período revolucionário na Rússia e arte urbana contemporânea, trabalhados a partir de fotos, charges e textos.
A primeira edição tem como matéria de capa a crise econômica e os seus impactos sobre os trabalhadores, em especial nos jovens. Além disso também traz:

MUNDO - Grécia: apenas uma faísca?
BRASIL - Atos unificados agitam as Capitais
EDUCAÇÃO - Novo ENEM: pra que(m)?
CULTURA - Hip Hop é movimento contínuo
...e muito mais!

Adquira a sua Comuna LibRe impressa entrando em contato conosco através do e-mail juventudelibre@yahoo.com.br, ou visualizando a edição eletrônica aqui.

terça-feira, 12 de maio de 2009

V SEMANA DE CIÊNCIAS SOCIAIS - USP

As várias questões polêmicas dos últimos tempos, como ocupação da sede do DCE e greve dos funcionários da USP, não impediram a organização, pelo Centro Universitário de Pesquisas e Estudos Sociais (CEUPES), da 5ª Semana de Ciências Sociais, qual teve início no dia 11 e vai até 15 de maio. A programação contempla diversas atividades, como mesas de debates e uma mostra de filmes, sob a temática dos 20 anos de eleições diretas, colocando em questão a democracia vigente.
Logo após o coquetel de abertura, a primeira mesa trazia alguns depoimentos dos professores Eugenio Bucci, José Guilherme Magnani, e também do senador Eduardo Suplicy. Este espaço para discussão pretende ser abrangente e plural para compreensão acerca destes assuntos que, ao contemplar divergentes opiniões. Embora contido em moldes academicistas, é livre o acesso aos debates que vão desde condições no sistema educacional até mesmo às influências - direta ou indireta na vida das pessoas - de embates históricos, geopolíticos e ideológicos.
Outro encontro muito esperado entre os participantes ocorreu ainda no primeiro dia com a presença de Lincoln Secco, do Dep. de História da USP, Ruy Braga do Dep. de Sociologia da USP e Antonio Mazzeo, professor de Ciência Política da UNESP. Os professores ficaram ali por pouco mais de duas horas - embora com alguns pedidos para extensão deste tempo - na mesa cujo tema foi O Mundo e o Muro.
Com pontos de vista distintos na abrangência deste vasto assunto, Ruy deu início à sua fala com direta crítica ao stalinismo no caso da revolução na Hungria, em 1956, quando cerca de 20 mil foram mortos. Ao comentar a expansão do parque industrial soviético, advertiu ter sido um advento ocorrido por entre um modelo de centralidade burocrática , e com aval formaram-se os departamentos - ponto em especial que gerou ásperas considerações dos docentes.
O historiador Lincoln Secco chegou a dizer que este processo teve início nos tempos em que Lênin e Trotsky estavam à frente do partido Bolchevique e lembrou que após a queda do muro de Berlin, aonde havia primazia em educação musical, por exemplo, fez-se a troca pelo lado instigante e desejoso da Alemanha Ocidental e seus fast-foods. Para consentimento geral, os professores fizeram falas sobre a incapacidade da URSS acompanhar o desenvolvimento tecnológico, mesmo com os grandes avanços na indústria bélica e espacial.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Juventudes Comunistas celebram 191 anos de Marx



Na última terça-feira (05/05) completaram-se 191 anos desde o nascimento de Karl Marx, idealizador do socialismo científico, que junto com Engels escreveu o famoso Manifesto Comunista, documento que sintetizou os princípios da nova concepção de mundo que viria a ser seguida por operários, camponeses e estudantes no mundo todo. Para os comunistas, esse não é apenas um dia de comemoração, mas de reflexão sobre a importância do legado de Marx para a humanidade.

Na noite de ontem, realizou-se um debate na sede do SindiPetro em Porto Alegre/RS, no qual foram ressaltados os aspectos mais importantes da contribuição teórico-prática que o comunista alemão ofereceu durante sua vida, e a importância de buscar sua referência para superar os dilemas atuais da sociedade.

A atividade, organizada pela Juventude LibRe em conjunto com a Juventude Comunista Avançando e União da Juventude Comunista - que compõem o Fórum de Unidade dos Comunistas - também debateu a importância que os jovens tiveram nos diversos processos revolucionários ao longo da história e a sua situação atual no cenário de crise econômica.


Na passagem desse 5 de maio, cumpre lembrar o famoso discurso de Engels diante do túmulo de seu amigo e camarada:

"Marx era, antes de tudo, um revolucionário. Sua verdadeira missão na vida era contribuir, de um modo ou de outro, para a derrubada da sociedade capitalista e das instituições estatais por esta suscitadas, contribuir para a libertação do proletariado moderno, que ele foi o primeiro a tornar consciente de sua posição e de suas necessidades, consciente das condições de sua emancipação. A luta era seu elemento. E ele lutou com uma tenacidade e um sucesso com quem poucos puderam rivalizar. (...) Como conseqüência, Marx foi o homem mais odiado e mais caluniado de seu tempo. Governos, tanto absolutistas como republicanos, deportaram-no de seus territórios. Burgueses, quer conservadores ou ultrademocráticos, porfiavam entre si ao lançar difamações contra ele. Tudo isso ele punha de lado, como se fossem teias de aranha, não tomando conhecimento, só respondendo quando necessidade extrema o compelia a tal. E morreu amado, reverenciado e pranteado por milhões de colegas trabalhadores revolucionários - das minas da Sibéria até a Califórnia, de todas as partes da Europa e da América - e atrevo-me a dizer que, embora, muito embora, possa ter tido muitos adversários, não teve nenhum inimigo pessoal."

Camarada Marx, PRESENTE!


domingo, 3 de maio de 2009

5 de maio: Aniversário de Marx e discussão no Sindipetro-RS

Pela união do proletariado em todo planeta exclamava a última frase do texto célebre, escrito em 1948, Manifesto do Partido Comunista, de Marx e Engels. Obra escrita em forma de panfleto, como documento do primeiro partido internacional, trouxe conceitos que defrontavam com a classe dominante (burguesia) e o caráter revolucionário na posição de um comunista diante dos acontecimentos gerais.

A ideologia concebida no bojo de teoria dialética, a partir de Hegel, aponta para a evidente luta de classes qual se torna força motriz para manifestações, formação de partidos, correntes de juventude, movimentos sociais, etc. Intelectuais explicam através da filosofia questões de orientação materialista histórico. Mais ainda, a visão de uma teoria transformadora da realidade com uma reflexão teórica acoplada à prática política, assim como fizeram Lênin, Trotsky, Gramsci, Rosa Luxemburgo, entre muitos outros.

“(...) Marx desenvolveu numa série de trabalhos históricos a sua teoria materialista, dedicando-se, sobretudo ao estudo da economia política. Revolucionou esta ciência nas suas obras Contribuição para a Crítica da Economia Política (1859) e O Capital...”, assim faz referência Lênin em escrito de 1914. Mais adiante, Lênin objeta o ser social determinante da consciência de acordo com a questão materialista. “(...) o materialismo explica a consciência pelo ser, e não ao contrário, ele exige, quando aplicado à vida social da humanidade, que se explique à consciência social pelo ser social.”

No próximo dia 5 de maio será comemorado o aniversário de 191 anos de Karl Marx. A Juventude Libre deve estar presente, junto aos jovens que compõe o Fórum de Unidade dos Comunistas, Juventude Comunista Avançado e União da Juventude Comunista, às 19h no Sindipetro-RS*, para um ciclo de debates em torno da obra e reflexão acerca do demais temas que rodeiam o universo do jovem, assim como a luta ao longo da história e crise econômica.

O COMUNISMO É A JUVENTUDE DO MUNDO

*Localização: Rua General Lima e Silva nº818. Cidade Baixa, Porto Alegre/RS.

terça-feira, 31 de março de 2009

Atos reunem milhares de pessoas por todo país



O Dia 30 de março transcorreu agitado em boa parte do território nacional. Os atos e manifestações aconteceram em vários Estados como se previa, entretanto, após a verificação in-loco e o relato de companheiros em diversas localidades, fica a nítida prova de que o trabalhador percebe esta crise com dimensões maiores do que prevêem alguns otimistas.
Em São Paulo, logo cedo chegavam os carros de som e, enfileirados dividiam espaço na Av. Paulista para um evento que contou com a INTERSINDICAL, CONLUTAS, CTB, UGT, CUT FORÇA SINDICAL, entre outras centrais que estiveram presentes. De extrema relevância para a conquista desta unidade se deu com a participação de movimentos sociais (MST e MTST) em conjunto a entidades estudantis, partidos e correntes de esquerda.
A presença em massa de jovens, das mais diversas origens e lugares em plena segunda-feira, representa a insatisfação às afrontosas medidas para saída da crise como, socorro a banqueiros, redução de salários e direitos. Estudantes secundaristas e universitários se revezaram nas batucadas e panfletagens no ato que reuniu cerca de 10 mil pessoas. Em alguns discursos ouviu-se o apelo de participantes e lideranças pelo aumento de vagas nas universidades públicas e a desaprovação de programas como o Prouni.
O Ato em Porto Alegre reuniu cerca de 5 mil trabalhadores e estudantes, cuja tônica foi não só a Crise Econômica mas também a crise política instaurada no governo estadual de Yeda Crusius. O sucateamento da educação que recentemente chegou ao limite, com estudantes tendo aulas em containers de ferro, apelidados de "salas de lata", é só mais um capítulo da novela do desastroso governo tucano.
A ofensiva conjunta com o Ministério Público Estadual contra os movimentos sociais e as denúncias de corrupção envolvendo o alto escalão do governo deixaram Yeda na corda bamba. A concentração do Ato foi na empresa Gerdau, com caminhada até o setor financeiro (Banco Central e Santander) e encerramento em frente ao Palácio Piratini, com palavras de ordem pelo "Fora Yeda". Os estudantes prometem manter as mobilizações dos "Caras-Pintadas - Ella não pode continuar" com novas manifestações previstas para o mês de abril.


sábado, 28 de março de 2009

Saiba sobre os atos em outros estados:

RIO DE JANEIRO - Ato unitário no centro da cidade do Rio de Janeiro, com concentração a partir das 14h, na Candelária, com passeata pela Av. Rio Branco. Encerramento do Ato na Cinelândia.
Convocam a manifestação: CONLUTAS, CTB, CUT, FORÇA SINDICAL, INTERSINDICAL, UGT, CONDSEF, DCE/UFF, CMP, CPM, MTD, MST, LS, UJC, PCB, PC do B, PSOL, PSTU.

MINAS GERAIS - Em Belo Horizonte haverá um Ato Unificado às 15h, na Praça Sete.
Em Uberlândia, outro Ato unificado, do qual participarão a CONLUTAS, CUT, CTB, FORÇA SINDICAL, TERRA LIVRE, MPRA, MST, entre outras entidades e movimentos. Concentração às 15h, na Praça Tubal Villela, no Centro da cidade.

ALAGOAS - Ato em Maceió, no Calçadão do Comércio, às 14h.

CEARÁ - Às 15h, Ato unificado saindo da Pça. da Bandeira, em passeata até Pça. do Ferreira, em Fortaleza.

MARANHÃO - Às 8h, passeata no Centro de São Luís.

PARAÍBA - Ato unificado com CONLUTAS, CUT, CTB, em João Pessoa.

SERGIPE - Às 8h, Ato unificado com CONLUTAS, CUT, MST, MTU e a juventude na Pça.Bandeira, em Aracajú.

RIO GRANDE DO NORTE - Ato na Pça. Gentil Ferreira, em Natal, às 14h, com passeata organizada pela CONLUTAS, CTB, Intersindical, MST, CMP, Força Sindical.

PERNAMBUCO - Passeta em Recife, às 9h, com concentração na FIEPE (Federação das Industrias de Pernambuco). Estão juntas na construção do ato: CONLUTAS,CUT,CTB,FORÇA SINDICAL,UGT,NOVA CENTRAL, MST,ANDES,UCS,PCB,PSOL,PSTU,MTL E INTERSINDICAL.

PIAUÍ - Ato Unificado em Teresina com a CONLUTAS, CUT, CTB, na Praça da Liberdade, ao lado do CEFET, às 10h, concentração e caminhada pela Avenida Frei Serafim.

PARANÁ - Ato em Curtiba, com concentração na Praça Santos Andrade, às 10h, com passeata até o Banco Central, Prefeitura e Assembléia Legislativa.

SANTA CATARINA - Ato em Florianópolis, às 17h, em frente da Procuradoria Geral do Estado. Convocam: CONLUTAS, MUCAP. CUT, CTB e INTERSINDICAL. Os trabalhadores em Educação farão uma greve de 24hs nesta data e se incorporarão na manifestação unificada.

BRASÍLIA - Ato em frente ao Banco Central, 10h . Passeata em direção a Esplanada dos Ministérios.

MATO GROSSO - A manifestação em Cuiabá será realizada às 10h, na Praça Alencastro, em frente à Prefeitura Municipal. Entidades que estão construindo o Dia Nacional de Lutas em Mato Grosso: SINDIJUFE-MT, CONLUTAS, INTERSINDICAL, CUT, CTB, NOVA CENTRAL, MRS, DCE-UFMT, Assembléia Popular, Centro Burnier Fé e Justiça, MST, SINDJOR, ADUFMAT, ANDES, UNE, UJS, CLTP, SINTEP, SINTRAE, Rede de Educação Cidadã (Recid), SEEB-MT, UJS, UMB-MT, Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e ASS entre outras.

GOIÁS - Ato às 9h na Pça. Bandeirante, em Goiânia.

quinta-feira, 26 de março de 2009

30 de Março: Ato Unificado Contra a Crise


Na próxima segunda-feira, 30 de março, serão realizados vários atos por todo país contra as demissões que esta crise mundial, ao remeter à classe trabalhadora o ônus da depressão econômica, já abriu as portas por aqui com mais de 800 mil funcionários demitidos desde dezembro do ano passado.
O ato clama por medidas do Estado a enfrentar os interesses dos banqueiros e toda elite já favorecida, o arrocho salarial, a não flexibilização dos direitos, mas sim que preservem os empregos, investimento em áreas sociais como saúde, educação e moradia.
As manifestações devem acontecer em diversas cidades ao mesmo tempo, formando assim neste dia, unificação fundamental para o enfrentamento da crise e despertar a consciência dos trabalhadores.
200 mil foram às ruas em Portugal, no dia 13 de março, em defesa do emprego. Na França, cerca de 3 milhões de pessoas protestaram contra a resposta do governo às conseqüências do abalo mundial. Deve ser um momento de luta conjunta (e intensa) rompendo com fracionismos excludentes.
Em São Paulo, a concentração dos manifestantes será a partir das 10h, em frente ao Banco Real/Santander (Avenida Paulista, 1374). Às 12h seguirá com carro de som pela Rua da Consolação, passa pela Praça da Sé até a chegar na Bovespa. Em Porto Alegre, a concentração dos estudantes será às 9h, no Colégio Júlio de Castilhos, passando pela Faculdade de Educação da UFRGS, onde devem se encontrar com os servidores da Universidade em paralisação que, após isso, se unem ao Ato geral.



Todo apoio nos atos e vamos à luta!


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Sem-teto ocupam supermercados em ação contra a fome e a carestia

Na manhã do dia 19 de novembro (quarta-feira), mais de 500 famí­lias do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e da APA (Associação Periferia Ativa) ocuparam duas filiais dos supermercados EXTRA e CARREFOUR como parte de uma jornada nacional de lutas contra a fome e a carestia. A filial do Extra é a da Estrada do Campo Limpo, na divisa com Taboão da Serra (SP) e a do Carrefour da Giovani Gronchi localiza-se ao lado do terminal João Dias (São Paulo - SP).

A jornada nacional - convocada por diversos movimentos sociais - acontece em 7 estados brasileiros, e em diversas cidades. O objetivo é alertar a sociedade brasileira para o crescente aumento da miséria e dos efeitos da crise econômica. A Juventude LibRe se solidariza com os Movimentos Sociais de todo o Brasil que, nesse momento - em meio à crise econômica, têm destaque na defesa da classe trabalhadora. Abaixo a íntegra do manifesto emitido pelas organizações que compõem a jornada.

Saudações revolucionárias a todos.

Juventude Liberdade e Revolução

JORNADA DE LUTAS DE 19/11
A NOSSA FOME NÃO PODE DAR LUCRO! NÃO PODEMOS PAGAR PELA CRISE!


Hoje, 19 de novembro de 2008, mais uma vez, em luta nos levantamos. São ações simultâneas em 7 estados do Brasil contra o aumento do custo de vida do povo pobre. Desta vez, entramos nos templos-sagrados daqueles que vêem na fome de um irmão o lucro saltando dos bolsos.
No dia de hoje ecoa, em diferentes estados deste rico e imenso país, a voz dos que não têm direito à igualdade racial, ao trabalho digno, ao salário digno, à moradia digna, ao transporte digno, à educação e saúde dignas, nem à alimentação digna, enfim, os que não tem direito à própria dignidade.
Num ato de desobediência civil, aqui ela está: Nossa dignidade. E ela neste momento fala por nós. Fala que não aceitaremos que os ricos fiquem ainda mais ricos com nossa fome. Fala que não aceitaremos que o arroz e o feijão dobrem seu preço enquanto o Estado diz que nada pode fazer, mas ao mesmo tempo injeta bilhões de dólares aos bancos e especuladores. Fala que a terra que deveria produzir o alimento para a sociedade é um mar de cana para fazer rodar os carros em várias partes do mundo. Fala que jogam com nossa fome numa bolsa de valores onde nós somos a única coisa que não vale nada; porque somos gente e não temos preço. Fala que, embora não valhamos nada, é a nossa carne que será usada para pagar a crise financeira mundial. Fala que essa crise – produto de um sistema irracional e injusto – desempregará milhares (ou milhões?) de trabalhadores e lançará outros tantos na mais profunda miséria em todas as partes do mundo e de nosso país.
Mas nossa dignidade não apenas fala, porque nossas vozes são cansadas do sofrimento e da injustiça. Nossas vozes gritam, exigindo aqui, diante de um símbolo do imperialismo, da ganância que eleva o preço da comida e de um sistema que não existe sem crise, fome, violência e injustiça, que seja nosso tudo o que produzimos com nosso suor.
Por tudo isso, exigimos:

- Política estatal de controle e congelamento de preços.
- Manutenção e abertura de novos restaurantes populares públicos.
- Abertura de mercados populares subsidiados pelo estado e administrados por organizações populares.
- Nenhum subsídio ao mercado financeiro. Que o governo subsidie a alimentação, a moradia popular, o transporte público, etc.

ASSINAM ESTE MANIFESTO:

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto - Movimento Urbano dos Sem Teto - Movimento Passe Livre (SP) - Movimento dos Conselhos Populares (CE) - Frente Estadual de Luta pela Moradia (MG) - Brigadas Populares (MG) - Movimento das Famílias Sem Teto (PE) -Movimento Quilombo Urbano (MA) - Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (PA) - Centro Popular pelo Direito à Cidade (PA) - Movimento Popular Socialista (PA) - Federação das entidades comunitárias de Castanhal (PA) - Associação Afro-religiosa Omo Ode (PA) - Grupo Garra Afro (PA) - Circulo Palmarino - Movimento Sem Teto da Bahia.