
domingo, 18 de outubro de 2009
II Seminário "A Universidade e os Movimentos Sociais"

sábado, 17 de outubro de 2009
RS: Estado fica de fora do Programa Nacional de Formação de Professores
De acordo com a presidente do Sindicato dos Professores da Rede Estadual (CPERS), Rejane de Oliveira, o governo do estado não está respeitando as reivindicações da categoria de formação continuada. Rejane afirma que mesmo o estado tendo a maioria dos professores com Ensino Superior, o compromisso com um projeto político-pedagógico é muito importante para qualificar ainda mais a educação.
“Agora, obviamente, que se o governo estadual não estiver comprometido com o projeto político-pedagógico e com uma formação que esteja atualizada e com capacidade de que a escola pública cumpra com o seu papel social - e nós acreditamos que este governo não tem essa compreensão do papel social que a escola tem que cumprir - nós achamos que, de fato, tem um prejuízo para a educação do Rio Grande do Sul”, analisa.
A diretora do Departamento Pedagógico da Secretaria da Educação, Sonia Dalzano, afirma que o estado não se inscreveu em 2009, pois os prazos dados pelo Ministério da Educação eram muito curtos.
Além disso, ela ressalta que as disciplinas oferecidas pelo MEC não contemplavam as necessidades do estado. Sonia afirma, entretanto, que para 2010, a secretaria já formalizou o projeto e deve assinar o convênio com o MEC nos próximos dias. Para Sônia, não houve prejuízo para os professores.
“Então são várias situações que demandam tempo e isso, como abriu em 2009, com prazos curtos, o Rio Grande do Sul, e mais 14 estados, não conseguiram fechar levantamento de necessidades e levantamento de vagas que pudessem contemplar as necessidades. Prejuízo para os professores eu diria que não, o maior prejuízo, muitas vezes, pode ser para o próprio poder público que fica ainda por um tempo com professores em a formação devida,” explica.
O Plano de Formação de Professores do Ensino Básico foi lançado em junho deste ano. A meta é formar, nos próximos cinco anos, 330 mil professores da Educação Básica que atuam na Rede Pública de Ensino.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
O individualismo tem ainda futuro?
Publicamos o artigo do teólogo, filósofo e professor Leonardo Boff, qual trata a questão do individualismo como marca irrefutável para desenvolvimento e consolidação do sistema capitalista, de modo a sobrepor as tentativas e valores coletivos. Por sua vez, influenciada por uma crise da modernidade que tem impedido uma convivência, minimamente, pacífica entre os seres humanos. Há hoje nos EUA uma crise mais profunda do que aquela econômico-financeira. É a crise do estilo de sociedade que foi montada desde sua constituição pelos "pais fundadores". Ela é profundamente individualista, derivação direta do tipo de capitalismo que aí foi implantado. A exaltação do individualismo ganhou a forma de um credo num monumento diante do majestoso Rockfeller Center em Nova York, no qual se pode ler o ato de fé de John D. Rockfeller Jr: "Eu creio no supremo valor do indivíduo e no seu direito à vida, à liberdade e à persecução da felicidade".
Em finas análises no seu clássico livro "A democracia na América" (1835) o magistrado francês Charles de Tocqueville (1805-1859) apontou o individualismo como a marca registrada da nova sociedade nascente.
Ele sempre foi triunfante, mas teve que aceitar limites devido à conquista dos direitos sociais dos trabalhadores e especialmente com surgimento do socialismo que contrapunha outro credo, o dos valores sociais. Mas com a derrocada do socialismo estatal, o individualismo voltou a ganhar livre curso sob o presidente Reagan a ponto de se impor em todo o mundo na forma do neoliberalismo político. Contra Barack Obama que tenta um projeto com claras conotações sociais como a saúde para todos os estadounidenses e as medidas coletivas para limitar a emissão de gases de efeito estufa, o individualismo volta a ser reproposto com furor. Acusam-no de socialista e de comunista e até, num Facebook da internet, não se exclui seu eventual assassinato caso venha a cortar os planos individuais de saúde. E note-se que seu plano de saúde nem é tão radical assim, pois, tributário ainda do individualismo tradicional, exclui dele todos os milhões de imigrantes.
A palavra "nós" é uma das mais desprestigiadas da sociedade norteamericana. Denuncia-o o respeitado colunista do New York Times, Thomas L. Friedman num artigo recente:"Nossos lideres, até o presidente, não conseguem pronunciar a palavra ‘nós’ sem vontade de rir. Não há mais ‘nós’ na política norteamericana numa época em que ‘nós’ temos enormes problemas - a recessão, o sistema de saúde, as mudanças climáticas e guerras no Iraque e no Afeganistão - com que ‘nós’ só podemos lidar se a palavra ‘nós’ tiver uma conotação coletiva"(JB 01/10/09).
Ocorre que por falta de um contrato social mundial, os EUA comparecem como a potência dominante que, praticamente, decide os destinos da humanidade. Seu arraigado individualismo projetado para o mundo se mostra absolutamente inadequado para mostrar um rumo para o "nós" humano. Esse individualismo não tem mais futuro.
Mais e mais se faz urgente uma governança global que substitua o unilateralismo mocêntrico. Ou deslocamos o eixo do "eu" (a minha economia, a minha força militar, o meu futuro) para o "nós" (o nosso sistema de produção, a nossa política e o nosso futuro comum) ou então dificilmente evitaremos uma tragédia, não só individual mas coletiva. Independente de sermos socialistas ou não, o social e o planetário devem orientar o destino comum da humanidade.
Mas por que o individualismo é tão arraigado? Porque ele está fundado num dado real do processo evolucionário e antropogênico, mas assumido de forma reducionista. Os cosmólogos nos asseguram que há duas tendências em todos os seres, especialmente nos vivos: a de auto-afirmação (eu) e a de integração num todo maior (nós). Pela auto-afirmação cada ser defende sua existência; caso contrario, desaparece. Por outro lado, nunca está só, está sempre enredado numa teia de relações que o integra e lhe facilita a sobrevivência.
As duas tendências coexistem e juntas constroem cada ser e sustentam a biodiversidade. Excluindo uma delas surgem patologias. O "eu" sem o "nós" leva ao individualismo e ao capitalismo como sua expressão econômica. O "nós" sem o "eu" desemboca no socialismo estatal e no coletivismo econômico. O equilíbrio entre o "eu" e o "nós" se encontra na democracia participativa que articula ambos os pólos. Ela acolhe o indivíduo (eu) e o vê sempre inserido na sociedade maior (nós) como cidadão.
Hoje precisamos de uma hiperdemocracia que valorize cada ser e cada pessoa e garanta a sustentabilidade do coletivo que é a geosociedade nascente.

Publicado originalmente em Adital - http://www.adital.org.br/
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Cutrale usa terras griladas em São Paulo
Cerca de 250 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) permanecem acampadas desde a semana passada (28/09), na fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, região central do Estado de São Paulo. A área possui mais de 2,7 mil hectares, utilizadas ilegalmente pela Sucocítrico Cutrale para a monocultura de laranja - o que demonstra o aumento da concentração de terras no país, como apontou recentemente o censo agropecuário do IBGE.acordo com representantes dos Sem Terra em Iaras.
grilagem de terras públicas, uma prática comum feita por grandes empresas monocultoras em terras brasileiras como a Aracruz (ES), Stora Enzo (RS), entre outras.
Paulo, 1,6 mil famílias acampadas lutando pela terra. No Brasil, são 90 mil famílias vivendo embaixo de lonas pretas.

Da Direção Estadual do MST-SP
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Dirigentes do MTL são condenados à prisão por lutarem pela Reforma Agrária
Movimento Terra Trabalho e Liberdade - MTL
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
A derrota do Estatuto da Igualdade Racial

Escrito por Douglas Belchior, da Radioagência NP
Após dez anos de tramitação e completa desconfiguração de seu conteúdo, o Estatuto da Igualdade Racial foi aprovado no dia nove de Setembro, pela Comissão Especial da Câmara Federal.
Publicado originalmente em: http://www.radioagencianp.com.br/sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Manifestação em solidariedade ao povo de Honduras
"O golpe militar tem de ser derrotado nas ruas em Honduras e em todo o mundo. Nos últimos dias, os golpistas não deixaram nenhuma dúvida aos trabalhadores e aos povos de sua verdadeira face fascista: toque de recolher, estado de sitio, prisões, repressão brutal com centenas de lutadores feridos e assassinatos", afirma o manifesto (leia versão integral abaixo).
As entidades se colocam também "na defesa da embaixada do Brasil contra qualquer ataque ao presidente eleito Manuel Zelaya, os ativistas e dirigentes que o acompanham bem como contra qualquer funcionário da embaixada".
Entre outras organizações, assinam a convocatória do ato pela democracia o MST (Movimento Sem Terra), CUT (Central Única dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Conlutas, Intersindical, MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), UNE (União Nacional dos Estudantes) e Anel (Assembléia Nacional dos Estaduantes).
O PT, PCB, PSOL, PSTU, Consulta Popular, Assembléia Popular e Circulo Palmarino também assinaram o manifesto.
Ato em defesa de democracia em Honduras
Dia - 2 de Outubro, sexta-feiraLocal - MASP
Endereço - Av. Paulista, 1.578 - Bela Vista - Centro
Concentração - a partir das 17:00h
Manifestação em Solidariedade ao Povo de HondurasFora Golpistas!
Para isso estaremos organizando:
1- Manifestação em São Paulo, no dia 02 de outubro no vão do MASP, na av.Paulista, concentração à partir das 17:00h;
2- Uma delegação unitária das organizações brasileiras para levar nosso apoio e solidariedade, nos próximos dias, ao povo hondurenho;
3- Uma campanha de arrecadação de recursos para o apoio à resistência organizada pela Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Estado.
MST (Movimento Sem Terra)
CUT (Central Única dos Trabalhadores)
CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Conlutas
Intersindical
MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto)
UNE (União Nacional dos Estudantes)
Anel (Assembléia Nacional dos Estaduantes)
PT
PCB
PSOL
PSTU
Consulta Popular
Assembléia Popular
Circulo Palmarino
Esquerda Marxista
Publicado originalmente no site do MST
